Pós-operatório do implante: o que esperar dia a dia

Inchaço, sensibilidade e alimentação adaptada fazem parte dos primeiros dias. Veja o curso esperado e os sinais que pedem contato com a clínica.

Ilustração conceitual sobre pós-operatório do implante: o que esperar dia a dia

O pós-operatório do implante tem um curso razoavelmente previsível, e conhecer esse curso evita dois erros opostos: o susto desnecessário com o que é normal, e a normalização do que merecia atenção.

Nas primeiras horas, ainda sob efeito residual da anestesia, a orientação é repouso relativo, compressa fria de forma intermitente na face correspondente e alimentação fria ou gelada. É quando o controle do inchaço funciona melhor.

Entre o primeiro e o terceiro dia vem o pico. Inchaço e sensibilidade no ponto mais alto, medicação fazendo a maior diferença, e a fase em que mais gente se assusta achando que algo deu errado. Está seguindo o esperado.

A alimentação nesse período é pastosa, fria ou morna, longe do lado operado. Duro, crocante e com semente pequena fica de fora, tanto pelo esforço de mastigar quanto pelo risco de resíduo se alojar na região.

O canal de contato desta unidade de Porto Alegre existe para as dúvidas desse período, e não para esperar o retorno já agendado.

Do quarto dia em diante a curva vira. O inchaço regride, a sensibilidade cai, a alimentação volta aos poucos conforme orientação, e é comum que apareçam manchas arroxeadas na pele da face justamente nessa fase de melhora, o que costuma assustar quem não foi avisado, mas é reação esperada e não complicação.

A higiene não para em nenhum momento. Escovação normal nos outros dentes, cuidado específico na região operada conforme instrução. Parar de escovar por receio é erro comum e prejudica a cicatrização.

Alguns hábitos precisam de pausa. Esforço físico intenso na primeira semana aumenta sangramento e inchaço. Álcool interfere na medicação. Canudo, bochecho vigoroso e cuspir com força mexem na pressão e podem atrapalhar a formação do coágulo.

O mais crítico da lista é o cigarro. Ele prejudica diretamente a cicatrização e a osseointegração, e o período pós-cirúrgico é o mais sensível a isso.

Os sinais que pedem contato são poucos e claros: dor que aumenta em vez de diminuir depois do terceiro dia, febre, sangramento que não cessa, inchaço que piora progressivamente, secreção com odor. Nenhum deles faz parte do curso esperado.

É orientação geral. O seu caso é outra coisa. As orientações de pós-operatório são dadas pelo cirurgião responsável e prevalecem sobre qualquer texto.

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