Como funciona a anestesia no implante dentário

A anestesia local é o que separa a percepção de pressão da sensação de dor. Entenda como é aplicada, quanto dura e o que fazer se você já teve má experiência.

Ilustração conceitual sobre como funciona a anestesia no implante dentário

A anestesia local é o que torna a cirurgia de implante tolerável para a grande maioria das pessoas. Ela bloqueia a condução do estímulo doloroso nos nervos daquela região, de modo que o cérebro para de receber o sinal de dor vindo dali. A consciência não é afetada, e o resto do corpo também não.

Por isso o paciente segue acordado, conversando, ouvindo o que está sendo feito, sem sentir dor. O que continua chegando é pressão e vibração, transmitidas por outras vias. Muita gente interpreta essa pressão como quase dor. É o tato funcionando normalmente.

A aplicação quase sempre começa por um anestésico tópico em gel sobre a mucosa, que reduz bastante a percepção da picada. Só depois vem a parte injetável, e ela é feita devagar. A velocidade da injeção é um dos fatores que mais influenciam o desconforto nesse momento.

O efeito leva alguns minutos para começar. O cirurgião testa a região antes de iniciar qualquer coisa e, se não estiver completamente dessensibilizada, complementa. Nenhum procedimento começa com o paciente sentindo.

Pacientes que chegam a Porto Alegre para tratar com receio de anestesia costumam sair da primeira consulta com essa dúvida resolvida.

A duração varia conforme o anestésico e a região, e costuma se estender por algumas horas depois do fim da cirurgia, o que é útil e não acidental: esse período residual cobre justamente a fase inicial do pós-operatório, quando o efeito da medicação prescrita ainda está começando.

Enquanto a região estiver dormente, cuidado com bebida quente e com a própria mordida. É comum morder a bochecha ou o lábio sem perceber, porque a sensibilidade ainda não voltou.

Uma queixa aparece com frequência: em mim não pega.

Na prática isso quase sempre tem explicação. Inflamação aguda no local altera o pH do tecido e reduz a eficácia do anestésico. Ansiedade elevada muda a percepção e a resposta. São situações contornáveis com outra técnica e outro planejamento.

Se esse é o seu caso, diga antes, na avaliação. O relato muda a escolha da técnica e do anestésico. É informação clínica relevante. Não é reclamação.

Histórico de alergia, medicação contínua, pressão alta e condição cardíaca entram na anamnese porque interferem na escolha do anestésico e da formulação. Omitir qualquer um desses itens não simplifica o atendimento; complica.

Serve para orientar, e só isso. A técnica anestésica de cada caso é definida pelo cirurgião, após análise do histórico de saúde.

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