Como é feito o implante dentário, passo a passo (Porto Alegre)

Como é feito o implante dentário, etapa por etapa: avaliação, cirurgia, osseointegração e prótese. O que acontece em cada consulta em Porto Alegre.

Ilustração conceitual sobre como é feito o implante dentário, passo a passo (porto alegre)

Como funciona o tratamento, do começo ao fim

Cinco etapas, nesta ordem.

Avaliação com imagem. Preparo, quando o caso exige. Cirurgia de instalação. Osseointegração. Fase protética. Cada uma tem função própria e nenhuma se pula sem consequência, ainda que a duração de cada uma mude bastante de paciente para paciente.

Saber a sequência antes reduz metade da ansiedade de quem nunca fez.

Etapa 1: avaliação e imagem

É onde o tratamento é desenhado.

Exame clínico, tomografia e conversa sobre histórico de saúde. A tomografia mostra a altura e a espessura do osso, a posição do seio maxilar na arcada de cima e o trajeto do nervo na de baixo. É essa imagem que define quantos implantes cabem, onde exatamente e se há necessidade de enxerto.

O histórico de saúde entra com o mesmo peso. Medicação de uso contínuo, diabetes, osteoporose com medicação antirreabsortiva e tabagismo mudam planejamento, prazo e acompanhamento.

Etapa 2: preparo, quando necessário

Nem todo mundo passa por aqui.

Doença periodontal precisa ser tratada antes: operar com inflamação ativa na boca compromete a integração. Dentes sem condição de permanecer são extraídos, e a região precisa de tempo de reparo. Cárie ativa entra na mesma lista.

Quando há indicação de enxerto ósseo, é aqui que ele acontece, e ele acrescenta meses ao calendário.

Etapa 3: a cirurgia de instalação

Anestesia local, e o paciente fica acordado.

A região é anestesiada, o acesso ao osso é feito, o local do implante é preparado com fresas em sequência e o pino de titânio é instalado na posição planejada. A sensação relatada durante o procedimento é de pressão, não de dor, porque a área está dessensibilizada.

Ao fim, o cirurgião fecha o acesso e passa as orientações do pós-operatório, com a medicação já prescrita antes de você deixar a clínica.

Etapa 4: osseointegração

A espera que faz o resto funcionar.

Durante meses, o osso se reorganiza e se ancora à superfície do implante. Não dá para acelerar, e é nesse período que a maior parte das restrições faz sentido: cuidado com a região, higiene adaptada, retorno nas datas marcadas para acompanhar a cicatrização.

Quando há indicação de carga imediata, uma prótese provisória entra logo, mas a integração segue acontecendo por baixo dela no mesmo ritmo.

Etapa 5: a fase protética

Aqui aparecem as consultas curtas.

Moldagem ou escaneamento, escolha de cor, prova da peça, ajuste de mordida e instalação. São várias consultas rápidas em sequência, e é a etapa que costuma surpreender quem imaginava que o tratamento terminava na cirurgia.

No fim, a equipe ensina a higiene específica daquela prótese e agenda a primeira revisão.

E depois que termina?

Começa a manutenção, que não tem data de encerramento.

Revisão periódica, higiene diária com escova, fio ou passa-fio e escova interdental, e atenção a qualquer sangramento na gengiva em volta do implante. É esse acompanhamento que separa um implante que dura muitos anos de um que apresenta problema cedo.

Quem trata em Porto Alegre e trabalha em horário comercial costuma se organizar melhor quando pede, logo na primeira consulta, o mapa das etapas com estimativa de quantas visitas cada uma exige, porque a cirurgia ocupa um dia e a fase protética ocupa vários, em consultas curtas espalhadas por semanas.

Vale saber de antemão que a etapa que mais consome paciência não é a cirúrgica e sim a protética, com moldagem, provas, ajustes de mordida e instalação distribuídos em consultas curtas que exigem deslocamento até a clínica e por isso costumam pesar mais na agenda de quem trabalha em horário fixo.

Quem faz cada etapa

Nem sempre é a mesma pessoa.

Em muitas clínicas, o cirurgião instala os implantes e outro profissional conduz a fase protética. Isso é comum e funciona bem quando há comunicação entre eles, porque o planejamento da prótese precisa existir antes da cirurgia: é ele que define onde cada implante entra.

Vale perguntar quem faz o quê no seu caso, e quem você procura se algo incomodar depois.

O planejamento digital, quando existe

Ele transforma a imagem em posição.

A tomografia pode ser usada para planejar virtualmente a posição de cada implante e, em parte dos casos, para confeccionar um guia cirúrgico que orienta a instalação. Isso aumenta a previsibilidade, principalmente em regiões com anatomia mais exigente ou em reabilitações amplas.

Não é obrigatório em todo caso, e a indicação é técnica.

O que levar na primeira consulta

Cinco coisas.

Lista de medicações em uso, com nomes e dosagens. Exames recentes, se houver. Nome e contato de quem acompanha condições de saúde crônicas. Imagens antigas, se você tiver. E as dúvidas anotadas, porque na hora sempre esquece alguma.

Quem chega com isso sai da primeira consulta com mais respostas.

Nada aqui substitui uma avaliação clínica.

Só o exame responde o seu caso

A avaliação com exame de imagem transforma dúvida em um plano com etapas e prazos definidos. Agende na unidade Porto Alegre — Av. João Pessoa.

Agendar avaliação

Leia também

Ainda em Tempo e processo