Enxerto ósseo: quando é necessário antes do implante

Nem todo caso precisa de enxerto, e precisar não impede o implante. Entenda por que o osso reduz, como o enxerto funciona e o que ele acrescenta ao prazo.

Ilustração conceitual sobre enxerto ósseo: quando é necessário antes do implante

Enxerto ósseo costuma ser recebido como má notícia. Não deveria.

É uma etapa a mais, não um impedimento. A maior parte dos casos que precisam dele chega ao implante normalmente, só por um caminho um pouco mais longo. A necessidade aparece quando o volume de osso na região não comporta o implante com estabilidade, o que se mede em altura e em espessura. Quem responde isso é a tomografia, não a inspeção visual.

A causa mais comum é o tempo. Sem raiz para transmitir o estímulo da mastigação, o osso vai reduzindo de volume progressivamente. Quanto mais tempo o dente ficou ausente, maior a chance de a reabsorção ter avançado.

Outras causas aparecem com frequência no histórico: extrações traumáticas e processos infecciosos prévios costumam levar mais osso junto do que a perda simples do dente, e a doença periodontal não tratada destrói o osso de sustentação anos antes de o dente cair, de forma que a pessoa chega ao consultório com menos base do que imagina ter.

A necessidade é definida pela tomografia feita aqui na unidade de Porto Alegre, e não por avaliação clínica isolada.

O procedimento consiste em acrescentar material ósseo à região deficiente para que o organismo o incorpore e ele sirva de base para o implante. Existem diferentes materiais e diferentes técnicas, e a escolha depende do tamanho e do formato da área a recuperar.

Em parte dos casos o enxerto sai na mesma sessão da instalação do implante. Em outros, precisa vir antes, com período próprio de integração. É isso que alonga o cronograma.

No pós-operatório, o enxerto tende a somar algum inchaço e sensibilidade em relação a uma cirurgia sem ele. O formato é o mesmo: pico nos primeiros dias, melhora progressiva depois, medicação prescrita.

Os cuidados também são os mesmos, com atenção redobrada em dois pontos. Não traumatizar a região. E não fumar, porque o cigarro compromete a integração do enxerto pelo mesmo mecanismo que compromete a do implante.

Vale desfazer uma confusão comum: enxerto não é sinônimo de caso perdido nem de tratamento inviável. É conduta estabelecida, com uso clínico consolidado, e faz parte do planejamento de uma parcela significativa dos casos.

Serve para orientar, e só isso. A indicação de enxerto, a técnica e o prazo de cada caso são definidos individualmente, após exame de imagem.

Só o exame responde o seu caso

A avaliação com exame de imagem transforma dúvida em um plano com etapas e prazos definidos. Agende na unidade Porto Alegre — Av. João Pessoa.

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