Quantos implantes são necessários? Como o número é definido (Porto Alegre)

Quantos implantes o seu caso precisa? O número não corresponde ao de dentes ausentes. Entenda os critérios que definem a quantidade em Porto Alegre.

Ilustração conceitual sobre quantos implantes são necessários? como o número é definido (porto alegre)

Um implante para cada dente?

Não, e essa é a confusão mais comum.

O número de implantes não acompanha o número de dentes perdidos. Ele é definido pela quantidade e qualidade de osso disponível, pela distribuição das forças de mastigação e pelo tipo de prótese planejada. Três dentes seguidos ausentes podem ser reabilitados com dois implantes e uma prótese de três elementos, por exemplo.

Quem compara orçamentos contando pinos erra o alvo. Conta-se prótese, não pino.

O que define o número

Quatro critérios.

Osso disponível em cada região, medido na tomografia. Posição na arcada, porque a região posterior recebe carga de mastigação maior que a anterior. Tipo de prótese planejada, já que peças maiores exigem mais pontos de apoio. E condições do paciente, incluindo bruxismo, que muda a carga aplicada sobre o conjunto.

Nenhum desses critérios se resolve por telefone.

Dente unitário

Um implante, na maioria dos casos.

O planejamento aqui olha o espaço disponível, a posição dos vizinhos, a altura de gengiva e o resultado estético esperado, principalmente em dentes da frente. A largura do implante escolhido depende da espessura do osso naquele ponto exato.

Vários dentes seguidos

Menos implantes que dentes, com prótese apoiada entre eles.

A lógica é de engenharia: pontos de apoio bem distribuídos sustentam uma peça que repõe mais elementos do que a quantidade de implantes usada. Onde exatamente cada apoio entra depende do osso e da mordida.

Arcada completa

Um número menor, com prótese planejada sobre ele.

É o caso em que a diferença fica mais evidente. Reabilitar uma arcada inteira não exige um implante por dente reposto, e a definição da quantidade sai da distribuição de carga e da condição óssea de cada região. Existem protocolos diferentes, e a escolha entre eles é técnica.

Quem tem osso reduzido pode precisar de enxerto para viabilizar a quantidade planejada, o que muda o calendário.

Mais implantes é sempre melhor?

Não. É mais osso ocupado e mais custo.

O planejamento busca o número que sustenta a prótese com segurança e distribui a carga de forma equilibrada. Colocar além disso não acrescenta durabilidade proporcional e consome osso que pode fazer falta em uma reabilitação futura.

Menos que o necessário é o outro extremo, e nele o risco é de sobrecarga: implantes e prótese trabalhando acima do que foram planejados para suportar.

Como você descobre o seu número

Com tomografia e planejamento sobre a imagem.

O número aparece no plano de tratamento, junto com a posição de cada implante e a prótese prevista. Vale pedir para ver esse planejamento: é parte do que se está contratando, e ele explica por que aquele número, e não outro. Quem quiser ver o próprio planejamento pode pedir isso na consulta, aqui no Farroupilha.

Se você recebeu duas propostas em Porto Alegre com quantidades diferentes de implantes para o mesmo caso, isso não significa automaticamente que uma esteja errada: significa que os planejamentos partiram de leituras diferentes da sua imagem, e é justamente essa leitura que você deve pedir para ver antes de decidir.

Dois implantes seguram três dentes?

Podem, e isso tem nome.

Uma prótese parcial fixa sobre dois implantes pode repor três elementos, com o do meio suspenso entre os dois apoios. A viabilidade depende da região, da carga esperada e da qualidade do osso nos pontos de ancoragem, e é decidida no planejamento.

O que não se faz é decidir isso pelo orçamento, para baixar o número de implantes e o preço.

Sobrecarga: o que acontece quando faltam apoios

O conjunto trabalha acima do previsto.

Implantes em número insuficiente para a prótese planejada recebem mais força do que foram dimensionados para suportar. O resultado aparece em afrouxamento de componentes, fratura de peça e, ao longo do tempo, perda óssea em volta dos implantes sobrecarregados.

É uma economia que cobra juros.

Por que a região posterior pesa mais

Ali a mastigação é mais forte.

A força de mordida nos molares é significativamente maior do que na região anterior, e por isso o planejamento costuma prever mais apoio nessa área. Quem tem bruxismo soma outra camada de carga a isso, e o plano se ajusta.

Essa é uma das razões pelas quais o número de implantes não é proporcional ao número de dentes: ele acompanha a distribuição de força, não a contagem de elementos.

É orientação; o número sai do planejamento.

Só o exame responde o seu caso

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