Osteoporose e medicação óssea: o que o dentista precisa saber

Osteoporose não impede implante, mas certas medicações mudam a conduta. Entenda por que essa informação precisa aparecer na primeira consulta.

Ilustração conceitual sobre osteoporose e medicação óssea: o que o dentista precisa saber

Osteoporose impede implante dentário?

Por si só, não.

A osteoporose afeta a densidade óssea de forma sistêmica, mas os maxilares nem sempre acompanham na mesma proporção, e o que decide a viabilidade do implante é o osso disponível naquela região específica, medido na tomografia.

Então por que o dentista pergunta tanto sobre isso?

Porque o que pesa não costuma ser a doença. É a medicação.

Parte dos tratamentos para osteoporose usa medicamentos antirreabsortivos, os bifosfonatos entre eles, que atuam justamente reduzindo a atividade de remodelação óssea. Como o processo de cicatrização depende dessa remodelação, procedimentos que envolvem o osso da boca passam a exigir uma avaliação de risco específica antes de serem feitos.

Em Porto Alegre, essa conversa costuma envolver o médico que acompanha a osteoporose, e é ele quem informa tipo, dose e tempo de uso da medicação.

O que exatamente muda no planejamento?

Entra na conversa qual é a medicação, há quanto tempo é usada, por qual via e em qual dose, porque esses fatores mudam bastante o quadro. Uso oral por período curto e uso endovenoso prolongado não são a mesma situação clínica.

Em parte dos casos, o cirurgião-dentista solicita contato ou parecer do médico que acompanha o tratamento. Isso não é excesso de zelo. É conduta estabelecida.

Posso parar a medicação para fazer o implante?

Não por conta própria. Nunca.

Qualquer alteração em tratamento para osteoporose é decisão do médico que o prescreveu, tomada considerando o risco de fratura e o quadro geral. O papel do dentista é informar e articular, não interromper.

Qual é a atitude certa na primeira consulta?

Levar a lista completa das medicações em uso, incluindo as que parecem não ter nada a ver com a boca, e mencionar tratamentos passados mesmo que tenham sido encerrados.

Medicação para osso é justamente a categoria que os pacientes mais esquecem de citar, porque ela não dói, não incomoda e virou rotina. E é uma das que mais mudam a conduta.

O que vale para o seu caso sai da consulta. A viabilidade e a conduta são definidas individualmente, após avaliação e análise do histórico de saúde.

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